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Fatec Marília é destaque no site do Centro Paula Souza ![]() Marília ganha biodigestor para produção de fertilizante O município de Marília passa a contar, a partir do dia 15/09/2009, com um biodigestor para a produção de biofertilizante. A instalação do equipamento, desenvolvido a partir de um projeto de graduação de uma aluna da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Marília, vai dar suporte tecnológico ao projeto de educação sanitária e tecnologia em produção de hortaliças desenvolvido por meio de uma parceria entre a faculdade e a Escola Técnica Estadual (Etec) Paulo Guerreiro Franco, de Vera Cruz – município vizinho. O biodigestor vai ser implantado na Horta Comunitária Vinhas do Senhor, no bairro Santa Antonieta (onde moram cerca de 30 mil famílias) e será alimentado com resíduos da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e da própria horta. Produzido a partir da decomposição dos materiais, o biofertilizante vai ser usado na adubação das hortaliças produzidas pela comunidade. A capacidade do equipamento é de 1,3 mil litros de resíduos orgânicos. A previsão é de que a produção do biofertilizante comece ainda neste semestre. A implantação do equipamento é um importante complemento ao projeto, que contempla tanto aspectos econômicos quanto ambientais. “Na tecnologia em alimentos existe a necessidade de se tratar o resíduo da produção. No caso da horta, esse reaproveitamento vai diminuir os gastos com fertilização, além de evitar o acúmulo de lixo orgânico produzido tanto na horta quanto na Ceagesp”, explica a diretora da Fatec de Marília, Cláudia Nicolau Mendonça. Os próprios estudantes, sob orientação dos professores, ficarão responsáveis por monitorar o biodigestor. A experiência vai ser aproveitada em trabalhos de conclusão de curso dos alunos da Etec e da Fatec. O biodigestor e os acessórios para o funcionamento da tecnologia foram doados pelas empresas Acqualimp e Glassmar. Para o diretor da Etec, José Fernando Pelozo, a parceria traz benefícios tanto para a atividade acadêmica quanto para a comunidade. “Esse trabalho de campo é importante para que os alunos encontrem situações reais de trabalho, tenham contato com produtores, aprendam a resolver problemas. Por outro lado, dificilmente a comunidade conseguiria um apoio técnico dessa qualidade sem pagar pelo serviço”. Outro aspecto positivo apontado pelos diretores é a integração entre estudantes dos ensinos técnico e tecnológico. “A maioria de nossos alunos são de origem humilde. Vem das escolas públicas e acha que a faculdade é um sonho muito distante. Esse contato é um incentivo, mostra que um curso superior está mais próximo do eles imaginam”, afirma Pelozo. “Essa convivência fortalece o caráter complementar que um curso tem em relação ao outro, porque cumpre três requisitos fundamentais da educação: ensino, pesquisa e extensão”, acrescenta Cláudia. |